Tendências 2022: Home office

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Publicado a Dezembro 23, 2021

O ano de 2021 foi, sem dúvida, atípico para as pessoas, tanto para as suas vidas pessoais como para os negócios. Com a continuação do lockdown, campanhas de vacinação, crises políticas e novas variantes do coronavírus, alguns dos comportamentos já presentes na vida das pessoas em 2020 acentuaram-se, enquanto que outros começaram a indicar um retorno a uma vida um pouco mais livre. De qualquer forma, existem mudanças de comportamento que tendem a manter-se no futuro. Tendências 2022: Home office.

A Elife listou 10 tendências para 2022. São comportamentos que vão estar presentes no dia a dia das pessoas e empresas e que o poderão ajudar a tomar decisões para o novo ano. Hoje trazemos já a primeira tendência: o Home office.

Home office: dois em um

Com o uso mais intenso das casas durante o lockdown, o espaço doméstico assumiu novas funções e, em muitos casos, tornou-se um centro de trabalho, lazer, estudo e desporto. As novas atividades levaram os portugueses a repensar os seus espaços domésticos e a adequar as suas casas às novas exigências.

Este fenómeno pode ser verificado no aumento de gastos em determinados setores como o de construção no Brasil. Mesmo num ano de crise económica, as projeções da Federação Brasileira de Redes Associativistas de Materiais de Construção (Febramat) são de que os gastos com reforma e construção vão subir de R$ 3,8 bilhões em 2020 para R$ 4,2 bilhões em 2021.

O Google também observa a tendência num artigo da Think With Google em que mostra que o lockdown foi um grande motivador para planeamento de alterações na casa:

A necessidade de espaços multifuncionais levou à procura pela criação de casas capazes de assumir funções anteriormente realizadas na rua ou em locais especializados. Assim, vemos pessoas a querer criar espaços de relaxamento, como cantinhos para café:

Ou a dedicar um espaço das suas casas para o trabalho, com a criação de escritórios domésticos:

Em ambos os casos acima, embora se identifique uma queda na procura depois do abrandar das ações de isolamento social, a alta segue e não deve voltar aos níveis anteriores à pandemia. A presença constante nos escritórios também não deve voltar, como demonstra uma pesquisa da Robert Half, que indica que metade das pessoas ponderam trocar de emprego se o trabalho presencial voltar a ser exigido nas suas empresas. O número é maior entre as mulheres.

A tendência também é ressaltada pelo mesmo artigo do Think With Google citado acima. Nele destaca-se que  57% dos brasileiros acham que a casa vai continuar a ser uma prioridade e foco de investimento.

Este novo uso consolida a casa como local híbrido, o que criará uma rotina que influenciará novas soluções de uso, limpeza e serviços que gerem praticidade, como mostra a procura por lava-louças e robô aspirador:

Home office veio para ficar

A mudança também vai impactar a rotina e a relação com o trabalho dos colaboradores, que vão passar a exercer funções que antes não lhes pertenciam – como limpeza e manutenção do clima no ambiente de trabalho, necessitando por isso de características estruturais anteriormente exclusivas ao escritório para desenvolver as atividades do seu dia a dia.

Algumas tecnologias – como o VozXpress, que permite descentralizar centrais telefónicas e URAs e promove não só a automação mas também a flexibilização do atendimento – auxiliam o trabalho nesta nova realidade em que o contato físico está reduzido.

Plataformas com capacidade de desempenhar diversas funções e atividades, como o Buzzmonitor, também trazem bons resultados, uma vez que centralizam todo o fluxo e informações de atendimento e gestão de redes sociais.

Gostou de ler “Tendências 2022: Home office”? Fique atento ao nosso blog para descobrir as restantes tendências para 2022.

Para saber mais:

Como organizar uma operação de atendimento em home office

9 funcionalidades para otimizar o home office

Desafio: como gerenciar uma equipe de atendimento em home office

VozXpress | A plataforma de automação de telefonia em nuvem

 

Por Breno Soutto, Head of Insights do grupo Elife